jul 29

18 comentários em “O dia em que me apaixonei por Bukowski

  • Rodrigo Santarem

    Eu adorei o seu texto. Também me sinto assim em relação ao Velho. Sempre gostei de escrever, sou poeta por convicção, e talvez, por maldição também. Mas eu me atava a um estilo covarde, casto. Então, lá pelos meus 15 ou 16 anos (hoje tenho 27), eu conheci Bukowski. Li Delírio Cotidiano. Eu estava achando o livro todo um grande ultraje, até que me deparei com um certo texto, que agora não saberia dizer qual é., Mas lembro que aquele texto foi como uma epifania, um soco no estômago, como você diz. Lentamente, ao longo dos anos, eu fui tomando coragem de escrever as coisas da forma como eu realmente sinto. Hoje a minha escrita é forte, cruel e visceral, mas acima de tudo, é franca. Depois daquele livro, já li uma boa parte da obra dele, e meu objetivo é ler realmente tudo que ele escreveu. Fico muito satisfeito de ver que não estou sozinho, e que nos últimos anos, muitas pessoas puderam conhecer e amar o velho Hank, assim como eu amo.

  • jane

    não consigo entender uma mulher que se apaixona por um escritor que define as mulheres como putas, unicamente, e de forma rasa e um tanto machista, escrota e previsível.
    sim, buk é genial, mas esse lado “pervertido”, só o mostra o quanto é um velho tarado punheteiro e que insistia em ver as mulheres como meras putas.

    • Alice

      Essa parte machista dele eu não gosto, mas faz quem ele é.
      Creio que a essência da escrita dela é essa maneira crua que ele via a vida, sem beleza, sem romance, sem mentiras. Ele é muito machista e por vezes nojento, mas ele não embeleza isso, pro bem ou pro mal ele mostra exatamente o que ele acha sem se importar. Acho isso fascinante (:

    • Dayhara Martins

      Olá Jane, bom dia. Você já viu uma carta que Bukowski escreveu em resposta a um jornalista após relatarem que um de seus livros(notas de um velho safado) havia sido retirado da prateleira de uma biblioteca na Holanda, por desrespeitoso com negros, gays e mulheres? Procure! A carta é simplesmente magnifica, caso não encontre na internet, ela está no livro Cartas extraordinárias. Ele diz mais ou menos isso”Escrevi exatamente o que as pessoas foram pra mim, que mal eu fiz?” É claro que a visão pervertida de Bukowski, não é nem um pouco agradavel, mas um cara que viveu no submundo das ruas, poderia escrever sobre otimismo, sobre a felicidade plena? Nos seus ultimos livros, nos poemas mais recentes, vemos o quanto ele mudou sua visão sobre muitas coisas, mulheres, escrita, a vida. Procure algum poema que ele fez para Jane, o grande amor de sua vida, ou algum para sua esposa, tenho certeza que vai pensar um pouquinho. Ser agradavel algumas vezes não anula seu lado pervertido, mas obviamente te faz compreender motivos. Bom dia.

      • O que é mais foda disso tudo é a falta de pudor do velho. Muita gente, MUITA GENTE, tem vontade de se expressar da mesma forma, mas tá muito antenada no MIMIMI do mundo e acaba sufocando a própria arte. Precisamos de mais coragem mesmo. O velho faz muita falta!

    • Machista? As mulheres nos seus livros quase sempre são pessoas super fortes, imponentes, muito mais do que os homens pelo menos. As define como puta no mesmo nível que define os homens. E ainda tem todo o contexto de onde e quando foi escrito. A própria linguagem usada define o ambiente das histórias. Difícil dissociar as coisas. A preocupação dele não era empoderar a mulher, era mostrar essa realidade suja, seca e, às vezes bonita (de um jeito meio estranho); ainda assim a maioria das suas mulheres eram muito “melhores” que a maioria dos seus homens. Acho desleal simplesmente dizer que era “machista” alguém que colocava o ser humano em tão pé de igualdade, sempre medido bem por baixo.

  • Bruna

    “Ler Bukowski exige ter colhões”. Compreender a perspectiva e o apaixonante contexto do autor é diferente de reproduzir a sua visão. Texto muito bem escrito e muito interessante, não fosse por esse infeliz trecho machista.
    Não tenho colhões e leio Bukowski.

  • Marco Darko

    Ótimo texto. O primeiro livro que li foi Numa Fria, foi amor à primeira lida, mesmo o amor sendo “como a neblina que queima com o primeiro raio de realidade”

  • Era um romântico, ele. Sua poesia eco romantismo possível da época. Curtia ele quando era mais novo que vc, quando seus primeiros livros saíram no Brasil. Tenho mais de 50 hoje, eu mesmo um velho (safado?). Continuo gostando. E relendo.

  • Caco Appel

    Gosto de Bukowski, e muito, mas por aqui temos um melhor. Quem gostou do que Bukowski escreveu precisa ler “Diário Selvagem” de José Carlos Oliveira – o nosso Carlinhos Oliveira -, demolidor! Recomendo.

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